segunda-feira, 6 de julho de 2009

A descoberta do Labirinto


Segundo a mitologia grega, Zeus teria nascido na ilha de Creta, no Sul do Egeu. Aí era alimentado com mel que lhe levavam as abelhas e leite que a cabra Amalteia lhe dispensava, desfrutando ainda dos cuidados das ninfas. Minos, rei lendário e filho de Zeus e de Europa, reinara também em Creta. Conta a estória que Minos teria pedido a Posídon um touro para que lho sacrificasse, porém, afeiçoando-se ao animal decidiu conservá-lo.


Mais tarde, a mulher de Minos, Pasífae, depois de se unir ao touro haveria de conceber o Minotauro. Minos, envergonhado com o sucedido, ordenou a Dédalo que encerrasse o Minotauro no Labirinto, um complexo de salas e corredores onde qualquer um haveria de se perder. O resto da história é como se sabe: Teseu encontra o caminho até ao Minotauro e consegue matá-lo; no regresso foi só regressar pela via apontada pelo fio de Ariadne.


Esta lenda haveria de ganhar contornos de verdade depois de Arthur Evans ter descoberto um palácio na ilha de Creta, no início do séc. XX: de grande fausto e beleza, tinha tantos corredores, aposentos e salões dispostos de tal forma confusa que qualquer um se lembraria de um labirinto: Evans descobrira finalmente o palácio de Minos, em Cnossos - a imagem acima é uma reconstrução desse palácio. Talvez procurando o seu Minotauro, Evans, qual Teseu, descobrira o Labirinto.
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