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terça-feira, 17 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
O Livro na Cosmópolis — Colóquio Internacional Por Ocasião dos Dois Anos de Actividade dos Classica Digitalia
"No dia 9 de Maio de 2011 estará aberta ao público, na Sala de Leitura do Instituto de Estudos Clássicos, uma exposição dos 50 volumes dosClassica Digitalia publicados, desde a criação, em 2009, deste espaço editorial do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos. Para além da sua publicação no ciberespaço podem, assim, ser apreciados os livros em suporte de papel. A exposição terá a sua abertura às 10h.
10h- Inauguração da exposição.
10h30m- Defense and Deterrence in the Context of the Foundation of the Delian League, Tomas Figueira (Univ. Rutgers)
11h30m - Alexandria: entre o Museu e a Biblioteca, Maria Helena da Rocha Pereira (Univ. Coimbra)
12h30m - La Bibliothèque de Montaigne, Marie-Luce Demonet (Univ. de Tours)
13h30m - Pausa para Almoço
15h - Apresentação da tradução da Historia Augusta (trad. José Luís Brandão, Univ. Coimbra, Cláudia Teixeira, Univ. Évora, Nuno Simões Rodrigues, Univ. Lisboa), por Maria Cristina Pimentel (Univ. Lisboa).
Apresentação da nova edição de J. Geraldes Freire, Apophthegmata Patrum, 2 vols., (com posfácio de Paula Barata Dias, Univ. Coimbra), por Arnaldo do Espírito Santo, Univ. Lisboa.
Apresentação do projecto de edição luso-brasileira dos Classica Digitalia, por Gabriele Cornelli (Univ. Brasília)
16h30m - Encerramento: Filosofia e Filopolítica em Platão: sobre Cercas Filosóficas e sua Permeabilidade, Gabriele Cornelli (Univ. Brasília)." Fonte aqui.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Grécia e Roma em 5 dias - Colóquios et caetera
Segunda-Feira, dia 16/05
10h00 – 12h00: Ana Paula Quintela - Do Latim ao Português
14h00 – 16h00: Rui Morais - A arte clássica
17h30 – 19h00: Projecção do filme Medeia, de Pasolini
Terça-feira, dia 17/05
Symbolon V
Quarta-Feira, dia 18/05
10h00 – 12h00: Inês de Ornellas e Castro – A gastronomia antiga
13h00 – Almoço Romano
14h00 – 16h00: Ana Ferreira – Momento Lúdico
Quinta-Feira, dia 19/05
15h00 – 16h30: “O Fulaninho de Cartago”, representação desta comédia de Plauto pelo Grupo de Teatro Thiasos
Sexta-Feira, dia 20/05
10h00 – 12h00: Adriana Nogueira – A figura de Hércules
14h0 – 16h00: Jorge Deserto - Hércules em Eurípides
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Jornada no âmbito do Projecto Lexicon
"O projecto, Lexicon – Dicionário de Grego-Português, nasceu da necessidade sentida de um dicionário que seja realmente útil a estudantes e estudiosos da língua, literatura e cultura gregas. Com a qualidade e rigor possíveis, visa servir as exigências de quantos compulsam a língua no exercício do seu labor escolar e académico de leitura, tradução e interpretação; não só para buscar o sentido do vocabulário mais comum, mas também para clarificar o significado mais profundo da terminologia técnica e científica nas diversas as áreas do saber."
PROGRAMA
10:00 – Abertura
10:15 – Anne Thompson Coleman (Universidade de Cambridge, UK), «The Cambridge Greek Lexicon Project: A general survey and the innovations in lexicography introduced»
11:00 – Cristina Abranches Guerreiro (Universidade de Lisboa), «O Dicionário Grego-Português e o seu Público»
11:30 – Intervalo
12:00 – José Pedro Moreira (Universidade de Lisboa), «Agamémnon de Ésquilo: ekpatios (50), dêmioplêthês (129), autotokos (137), histotribês (1443) – um contributo para o Projecto Lexicon: Dicionário de Grego-Português»
12:00 – Maria Celina Fernandes (Universidade de Lisboa), «A Physis no De Iosepho de Fílon de Alexandria»
13:00 – Almoço
15:00 – Jesús Peláez (Universidade de Córdoba, Espanha), «El Diccionario Griego-Español del Nuevo Testamento. Metodologia y Princípios Básicos»
15:30 – Maria José Mendes e Sousa (Universidade de Lisboa), «Expressões e Termos Escatológicos nos Aforismos de Hipócrates»
16:00 – Manuel Alexandre Júnior (Universidade de Lisboa), «Lexemas em Contexto: Rigor Semântico em Lexicografia»
16:45 – Encerramento
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sábado, 12 de março de 2011
Jornada Fílon de Alexandria
Esta Jornada realiza-se no âmbito do Projecto “Fílon de Alexandria na Origens da Cultura Ocidental”; projecto que visa estudar e traduzir a obra deste grande pensador do Judaísmo helenístico, bem como a recepção da mesma na Patrística cristã.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Ciclo de Conferências Arqueologias de Império II
O Centro de História da Faculdade de Letras Universidade de Lisboa, através da sua linha de investigação Mundo Antigo & Memória Global, organiza o Ciclo de Conferências Arqueologias de Império, no âmbito do seu Seminário Interdisciplinar de História Antiga.
O ciclo consta de três conferências, que decorrerão em três sextas-feiras, entre Novembro de 2010 e Maio de 2011, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e versarão sobre as seguintes temáticas:
- Fórmulas Originárias de Império, no dia 26 de Novembro de 2010;
- Impérios da Era Axial, no dia 18 de Março de 2011;
- Impérios da Globalização, no dia 27 de Maio de 2011.
A entrada é livre.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Liddell-Scott on-line
The TLG is pleased to announce the release of the Online Liddell-Scott Jones, the premier lexicon for ancient Greek. All lemmata and word forms in the TLG corpus are now linked to a new dictionary page that contains links to LSJ. The lexicon is open to the public. Here.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Propaganda
Pedra de Roseta
“Ano 9, Xandikos, dia 4, que corresponde ao mês egípcio Mekhir, dia 18 [=27 de Março de 196 a.C.] no reino do jovem rei que ascendeu ao lugar de seu pai, o senhor da sagrada serpente uraeus cujo poder é grande, que protegeu o Egipto e o tornou próspero, cujo coração é piedoso perante os deuses, aquele que prevalece sobre o inimigo, que enriqueceu a vida do seu povo, senhor dos jubileus como Ptah-Tanen [deus de Mênfis], rei como Ré [o deus solar], senhor das Duas Terras, filho dos deuses que amam o seu pai, que Ptah escolheu e a quem o Sol deu a vitória, imagem viva de Amon, o filho do Sol, Ptolemeu, que vive para sempre, amado de Ptah, o deus manifesto cujo benefício é perfeito [Ptolomeu V Epifâneo Eucaristo]…”
Tradução livre da abertura do texto da Pedra de Roseta, um decreto do supremo conselho sacerdotal de Mênfis, acerca das medidas de Ptolomeu V Epifâneo (205-180 a.C.). A Pedra de Roseta, escrita em egípcio hieroglífico, demótico e grego, para além da farta propaganda política, permitiu a Jean-François Champollion, em 1822, decifrar a escrita hieroglífica, sendo por isso um documento histórico da maior importância. E que diria Champollion se visitasse hoje o Egipto, espantar-se-ia com a renitência de algum recalque faraónico?
Cf. RAY, John, The Rosetta Stone, London: Profile Books, 2007.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sessão comemorativa 20 anos da Revista Cadmo
Sessão de lançamento do número 20 da Revista Cadmo, celebrando os 20 anos de vida desta publicação, no próximo dia 11 de Fevereiro de 2011, pelas 18h00, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Apresentação: Prof. Doutor José Augusto Ramos e Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Às portas de Jerusalém
Jerusalém, Porta de Damasco
"[...] há uma confusão à volta do termo utilizado pelas civilizações ocidentais, que vem do grego. Em grego, Bíblia é um plural - "os livros". Mas como a terminação "a" é geralmente feminina e singular em latim e nas línguas que dele derivam, passou a pensar-se que aquilo era um livro, e de facto nas versões modernas é apresentado num volume. Só que nunca pretendeu ser um livro, mas um volume que tem dezenas de livros. Diferentes! Portanto, é uma biblioteca no sentido estrito. A Bíblia é uma biblioteca pequena, mas que dá muito que falar."
Da entrevista a Francolino Gonçalves, no Público.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Vontades marinheiras de aproar
Cena de amor num modelo de cama em terracota
Período Babilónio Antigo
“Homem do meu coração, meu amado, o teu encanto é doce, doce como mel. Jovem do meu coração, meu amado, teu encanto é doce, doce como mel.
Tomaste-me, irei de minha livre vontade até ti. Homem, deixa-me fugir contigo – para o quarto. Tomaste-me, irei de minha livre vontade até ti. Jovem, deixa-me fugir contigo – para o quarto.
Homem, deixa-me fazer-te as mais doces coisas. Meu docinho precioso, deixa-me trazer-te mel. Com mel gotejando no quarto gozemos uma e outra vez teu encanto, o doce. Jovem, deixa-me fazer-te as mais doces coisas. Meu docinho precioso, deixa-me trazer-te mel.
Homem, tu foste atraído por mim. Fala à minha mãe e eu entregar-me-ei a ti; fala a meu pai e ele fará de mim um dote. Eu sei onde dar prazer ao teu corpo – dorme, homem, em tua casa até de manhã. Eu sei como trazer deleites a teu coração – dorme, jovem, em tua casa até de manhã.
Já que te apaixonastes por mim, jovem, se me pudesses fazer tuas doçuras…
Meu senhor e deus, meu senhor e anjo da guarda, meu Shu-Suen que alegra o coração de Enlil, se pudesses apenas manejar o doce sítio, se pudesse agarrar o teu sítio que é doce como mel.
Põe tua mão ali, por mim, como cobertura de uma medida. Alarga tua mão ali, por mim, como cobertura de uma taça de madeira.
Balbale de Inana.”
Canção de amor como se fosse cantada por Inana, a deusa suméria do amor. Boa parte das canções de amor sumérias foram compostas por homens, mas escritas em voz feminina. O desejo de Inana dirige-se aqui a Shu-Suen, rei da III Dinastia de Urim.
Cf. BLACK, Jeremy, et al., The Literature of Ancient Sumer, Oxford: University Press, 2004.
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sábado, 18 de dezembro de 2010
Utopias
Tucídides
“Somos amantes da beleza sem extravagâncias e amantes da filosofia sem indolência. Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para evitá-la. Ver-se-á em uma mesma pessoa ao mesmo tempo o interesse em atividades privadas e públicas, e em outros entre nós que dão atenção principalmente aos negócios não se verá falta de discernimento em assuntos políticos, pois olhamos o homem alheio às actividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos, ou pelo menos nos esforçamos por compreendê-las claramente, na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.”
Em grego clássico:
"φιλοκαλοῦμέν τε γὰρ μετ᾽ εὐτελείας καὶ φιλοσοφοῦμεν ἄνευ μαλακίας: πλούτῳ τε ἔργου μᾶλλον καιρῷ ἢ λόγου κόμπῳ χρώμεθα, καὶ τὸ πένεσθαι οὐχ ὁμολογεῖν τινὶ αἰσχρόν, ἀλλὰ μὴ διαφεύγειν ἔργῳ αἴσχιον. [2] ἔνι τε τοῖς αὐτοῖς οἰκείων ἅμα καὶ πολιτικῶν ἐπιμέλεια, καὶ ἑτέροις πρὸς ἔργα τετραμμένοις τὰ πολιτικὰ μὴ ἐνδεῶς γνῶναι: μόνοι γὰρ τόν τε μηδὲν τῶνδε μετέχοντα οὐκ ἀπράγμονα, ἀλλ᾽ ἀχρεῖον νομίζομεν, καὶ οἱ αὐτοὶ ἤτοι κρίνομέν γε ἢ ἐνθυμούμεθα ὀρθῶς τὰ πράγματα, οὐ τοὺς λόγους τοῖς ἔργοις βλάβην ἡγούμενοι, ἀλλὰ μὴ προδιδαχθῆναι μᾶλλον λόγῳ πρότερον ἢ ἐπὶ ἃ δεῖ ἔργῳ ἐλθεῖν."
Para que não haja dúvida, trata-se do Péricles de Tucídides sobre a Atenas de há dois mil e quinhentos anos, não é coisa de agora.
N. b.: Texto em português da tradução de Mário da Gama Cury (São Paulo, 1982), a primeira tradução integral para português, directamente do grego clássico, da colossal obra de Tucídides. Surge agora e em boa hora a segunda integral pelas mãos de M. Gabriela P. Granwehr e Raul Rosado Fernandes (Lisboa, 2010).
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ciclo de Conferências Arqueologias de Império
O Centro de História da Faculdade de Letras Universidade de Lisboa, através da sua linha de investigação Mundo Antigo & Memória Global, organiza o Ciclo de Conferências Arqueologias de Império, no âmbito do seu Seminário Interdisciplinar de História Antiga.
O ciclo consta de três conferências, que decorrerão em três sextas-feiras, entre Novembro de 2010 e Maio de 2011, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e versarão sobre as seguintes temáticas:
- Fórmulas Originárias de Império, no dia 26 de Novembro de 2010;
- Impérios da Era Axial, no dia 18 de Março de 2011;
- Impérios da Globalização, no dia 27 de Maio de 2011.
A entrada é livre.
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sábado, 13 de novembro de 2010
Ad hoc tempus
Clio, Musa da História,
Carlo Franzoni, mármore, 1819,
National Statuary Hall, Washington
“Vá lá, então, comecemos pelas Musas, aquelas que a Zeus, seu pai, / entoam hinos, alegrando-lhes o espírito imenso, na mansão do Olimpo, /contando-lhe o presente, o futuro e o passado, / em uníssono. Um canto inesgotável escorre-lhes / dos lábios, delicioso. E ilumina-se com um sorriso a morada do pai, / Zeus, senhor do trovão, enquanto a voz cândida das deusas / se eleva, fazendo vibrar o cimo do Olimpo coberto de neve / e as moradas dos Imortais.”
As nove Musas da mitologia grega – Calíope, Clio, Polímnia, Euterpe, Terpsícore, Érato, Melpómene, Talia e Urânia – são filhas de nove noites de amor de Zeus com Mnemósine, a deusa grega cujo nome significa “Memória”. Filhas da memória, representam também a primazia da Música sobre todas as coisas.
Cf. HESÍODO, Teogonia, Trabalhos e Dias, trad. A. E. Pinheiro e J. R. Ferreira, Lisboa: INCM, 2005.
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domingo, 10 de outubro de 2010
Mais impostos s.f.f.
Réplica de tabuinha neo-assíria com inventário de bens
Na fase da história hitita conhecida como o período das colónias assírias (sécs. XX-XVIII a.C.), estabeleceu-se um grande número de mercadores assírios na zona nordeste da Anatólia, que então realizavam um lucrativo comércio, por exemplo com margens de 100% no estanho ou mesmo 200% no caso dos têxteis. De qualquer modo, os grandes comerciantes não se coibiam de fugir a impostos e taxas que reputavam desnecessários.
Uma das formas conhecidas de escapar à tributação consistia em levar as mercadorias por caminhos conhecidos como ḫarran suqinnim, ou seja, “atalhos”, fugindo assim ao controlo de circulação de mercadorias efectuado nas grandes avenidas da época. Um método alternativo, ou complementar, passava por fazer entrar mercadorias nas cidades em pequenas quantidades, frequentemente escondidas debaixo da roupa. Havia até contrabando de mercadorias ilícitas, especialmente exportação de ferro meteorítico, que estava proibida dada a raridade deste metal.
Sobreviveu um registo de um conselho dum comerciante a um sócio acerca dos problemas do contrabando:
“O filho de Irra enviou os seus bens contrabandeados a Pushu-ken, mas os bens contrabandeados foram apanhados e o palácio [ou seja, as autoridades do palácio] capturaram Pushu-ken e puseram-no na prisão. Os guardas são fortes. A rainha enviou mensagens a Luhusaddia, Hurrama, Salahsuwa e ao seu próprio país acerca do contrabando e foram colocados vigias [literalmente “olhos”]. Por favor não contrabandeies nada.”
À parte as duras penas aplicadas aos contrabandistas, frequentemente prisão e confiscação dos bens, é caso para perguntar se este comerciante partilharia daquela ideia chinesa de que “quem prospera não discute impostos” ou se, inversamente, adaptaria este provérbio à sua maneira. O facto é que ele, de forma até bastante educada, roga ao sócio para que “por favor” não contrabandeie. Sem dúvida, um exemplo de empresário.
Cf. BRYCE, Trevor, The Kingdom of the Hittites, Oxford: Oxford University Press, 2005.
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